Tecnologia do Blogger.

nós por nós

Um diário compartilhado entre duas irmãs


Eu tenho pensado muito em tudo que mudou na minha vida depois que conheci o verdeiro significado do feminismo, e o quanto eu o ignorei ao longo da minha vida. Eu tenho pensado em todas as coisas que já fiz e que já me submeti antes de entender o que era escolha, o que era imposição, e o que foi abuso.
Eu tive uma infância boa. Cheia de fantasias, de diversão e zero responsabilidades.
Tive uma adolescência sem grandes conflitos familiares, sem grandes questionamentos sobre as mudanças, uma liberdade saudável, uma criação aberta, onde nenhum assunto foi tabu pra ser discutido, mesmo hoje não concordando com parte do modo com que os assuntos foram abordados.
Mas hoje me peguei pensando, pra ser bem honesta, passei a noite pensando na forma com que conduzi minhas relações ao longo desses anos.

A rivalidade feminina sempre foi incentivada, o instinto maternal e a dona de casa prendada eram pautas diárias. A ideia de responsabilidade sobre a vida dos meus parceiros futuros também. Um padrão de beleza veio no kit.

Lembro exatamente de aos 12 anos fazer dieta pra não cair na tendência familiar genética de ser gorda. E lembro das minhas primeiras experiências amorosas.
Meu primeiro beijo foi uma mentira contada por um garoto, mentira que ele me fez acreditar e confirmar, aos 9 anos. E eu achava ok, porque gostava daquele menino. Meu primeiro namorado.

Aos 12/13 anos namorei um cara aparentemente torto, mais velho, ele já devia ter uns 18 anos. Ficava com outras meninas, mas me convencia que isso era o que os caras faziam, mas que ele podia mudar um dia. Ia depender de mim.
Aos 13 anos, mais um cara mais velho, que veio com um mundo de promessas, de namoro com permissão dos pais, de futuro, um cara com mais ou menos a idade do meu irmão mais velho, uns 22 anos. Minha mãe foi até a delegacia, pediu medida protetiva, acusou de pedofilia, e eu não entendia porque era errado.

Esses foram os casos mais relevantes, mas houveram vários outros paqueras, que me negligenciaram, ou tentaram tirar alguma vantagem de mim, sempre alegando ser o que os caras faziam. Sempre me pressionando. Usando a máxima de "fulana faria isso", incitando o ódio a outras mulheres, a competição.

Nas amizades a mesma coisa. Eu queria ser aceita. Mentia, me virava em 10 pra ser boa em tudo, ser bonita, ser agradável, ser madura. Tudo isso antes dos 15 anos.

E quando chegou meus 15 anos conheci uma pessoa legal. Mas quis esconder pq ele não era o meu padrão. No fim cedi a pressão da minha família, assumi o relacionamento, e aí começou a minha saga com o relacionamento abusivo. E eu era o abusador.
Extremamente controladora, manipuladora, autoritária, infiel e mentirosa. Essas eram as maiores qualidades.

Destruí essa relação e as pessoas envolvidas, por mais vezes que posso me lembrar. Foram anos. E ensinei a prática a pessoa. E o abuso e descaso começou a ser mútuo. E veio a separação. No meio dessa turbulenta relação, veio minha filha e por ela, decidi dar um tempo.

E foi aí que conheci verdadeiramente o feminismo. Que passei a entender sobre a minha insegurança, minha baixa estima, minhas crises de ansiedade.
Comecei a entender as minhas atitudes nada saudáveis. E mergulhei em mim, pra me descobrir e me moldar, me tornar melhor pra eu mesma, e menos destrutiva aos outros.

Foram quase quatro anos de muita mas muita cara quebrada, muitos nãos, muitos relacionamentos ruins e relâmpagos, até que eu entendesse que eu me bastava.

O feminismo me libertou da corrida contra outras mulheres, contra abuso psicológico, me libertou das amarras dos padrões e dietas mirabolantes, me libertou de uma dependência emocional e de procurar aprovação de uma mãe narcisista.

O feminismo me mostrou força interior, capacidade de pensar e agir por  mim, me tirou da bolha e da neura de pensar na sociedade e sua aprovação ridícula. O feminismo foi um divisor de águas. Mudou minha relação com a minha filha, com as mulheres do mundo e com meu parceiro.

Mas essa liberdade, amor próprio, desprendimento veio com varios pesos.
A não compreensão e respeito de outras pessoas com ideiais e pensamentos contrários, a falta de empatia de outras mulheres que decidirão não concordar com o movimento, o ataque constante de homens criando situações pra minimizar essa luta e causa, e minha prisão interna, que agora me faz questionar até onde sou permissiva com fatos, pessoas e cultura.

Mas mesmo tendo esses conflitos internos com filmes, novelas, gostos pessoais, letras de músicas, séries, amigos, família, se me perguntassem eu não mudaria em nada a minha história.
Eu tive que passar por situações difíceis pra ser forte como sou hoje. Tive que ser abusiva para deixar de ser. E tive que ser abusada pra não deixar ser.

O feminismo me proporcionou a escolha entre ser alguém melhor e agradável para os outros, ou ser o melhor de mim.
Eu escolhi a segunda opção e não me arrependo de ter escolhido a mim antes de qualquer coisa.

O texto que mais parece uma autobiografia é só parte de todo o lixo que a sociedade já me empurrou goela abaixo, e do quanto me conhecer e reconhecer como mulher e como indivíduo me fez amadurecer e me respeitar.

Ser feminista tirou vendas dos meus olhos, vendas que me impediram de me enxergar por anos, que deixaram marcas em que trouxeram alma pra esse meu corpo.
A melhor arma, ferramenta, poder, chame como quiser, de uma mulher é o autoconhecimento, o amor próprio.

Tenha- se em mãos e seja liberta e livre, dona da sua história.



*Este é um texto pessoal, colaborativo. Todas as personagens permanecem anônimas.*

Share
Tweet
Pin
Share
No comments
Hoje eu abri as redes sociais e me deparei com o seguinte titulo “Garota de 11 anos se mata por achar que não tem um corpo ideal” e infelizmente não me choquei por que eu já fui igual essa menina, eu já pensei em me matar por isso também...
Aos 10 anos eu já era neurótica com estereótipos físicos, eu ficava sem comer, tomava inúmeros remédios alguns com consentimento da minha mãe, outros escondidos. Eu me sentia ridícula, na escola algumas meninas batiam na minha barriga por que eu era gorda, os meninos zombavam de mim, musiquinhas do tipo “gorda, baleia, saco de areia” era comum, mas ninguém nunca notou o quanto isso me machucava, na verdade eu sempre me fiz de forte e nunca deixei as pessoas saberem que isso me matava aos poucos.
Eu fiquei doente varias vezes por vontade de comer e não poder por que estava na maldita dieta... Dieta dos pontos, do suco, da sopa, dieta detox, da lua, do sol, todas as que pode imaginar eu tentei e como sempre falhava, ficava semanas sem comer e na outra comia compulsivamente e isso fez com que eu ficasse num eterno efeito “sanfona”. Foi ai que entrei na academia, eu mal comia e passava cerca de 4 a 5 horas malhando, nesta época eu emagreci horrores e os elogios por ter emagrecido me “fortaleciam” para continuar nessa saga em busca da magreza.
Passei meus 20 anos tentando fazer dietas e tendo que lidar com comentários de que tinha engordado, de que eu era mais bonita magra, fui trocada por meninas mais magras (e ainda sou), sempre me sentia inferior perto das minhas amigas, descobri inúmeros problemas de saúde que me faziam engordar mais, eu chorava todos os dias pedindo para Deus me ajudar a ficar sem comer para eu poder finalmente ter o corpo maravilhoso das revistas, mas felizmente Deus não ouviu meus pedidos e eu agradeço por isso.
Faz um tempo que venho tentando amar meu corpo e aceitar meu biótipo, por que por mais que eu faça dietas eu nunca terei um físico magro. Não é fácil, todos os dias eu me pego tentando me auto sabotar, ficando sem comer para ver se fico mais magra em determinada roupa, mudando ângulo de fotos e editando para não aparecer imperfeições e quando isso acontece eu paro e tento me lembrar que esse corpo gordo é o que me acompanha a anos e que ele não merece mais sofrer, que minhas imperfeições fazem parte de quem sou, meu corpo merece ser liberto, ele merece ser amado. Cada curva, cada estria, cada centímetro do meu corpo é uma parte de toda minha historia e seria cruel demais abandonar tudo isso e tentar reescrever minha trajetória.
Eu ainda sou insegura com determinadas coisas do meu corpo, mas tudo é um processo de desconstrução. Quando passamos a ver representatividade, nós nos damos conta do quão incrível cada um é, e que seu corpo é sua historia e isso é a coisa mais linda que pode existir.
Independente da sua forma eu quero que saiba que você é incrível, seu corpo é maravilhoso e nele contém uma vida e uma trajetória surreal que deve ser compartilhada com o mundo todo. Lembre-se sempre, você não precisa ser bonita como ela, você pode ser bonita como você.
A beleza de alguém não anula a sua, somos pessoas incríveis em corpos maravilhosos. Liberte-se!

- Joyce Netto


Share
Tweet
Pin
Share
No comments

Pode ser lésbica, mas…
Pode ser lésbica, mas não precisa beijar em público,
Pode ser lésbica, mas não precisa expor relacionamento nas redes sociais,
Pode ser lésbica, mas não precisa se vestir igual homem,
Pode ser lésbica, mas será que eu posso ver vocês tendo relações?
Pode ser lésbica, mas não aqui de baixo do meu teto,
Pode ser lésbica, mas com certeza deve ser porque nenhum homem te pegou de “jeito”,
Pode ser lésbica, mas deve ser só uma fase,
Pode ser lésbica, mas saiba que vai pro inferno,
Pode ser lésbica, mas alguém está te influenciando,
Pode ser lésbica, mas quem é o homem da relação?
Pode ser lésbica, mas você é tão bonita, nem parece…
Pode ser lésbica, mas não do meu lado e nem na minha família,
Pode ser lésbica, mas negue a si mesma e se relacione com um cara só pra satisfazer a
sociedade tradicional brasileira.


- Joyce Netto





Share
Tweet
Pin
Share
No comments
Mais um ano está chegando ao fim.
E não poderia deixar de vir agradecer tudo que aconteceu neste ano, todos os encontros e desencontros da vida, todas as dores e amores.
Junto com os agradecimentos, venho com notícias.
O nome do blog foi escolhido por mim e pela minha irmã Joyce. Make We, que em português significa Feito por nós, tinha como o objetivo inicial criar um blog colaborativo, com a participação efetiva dos nossos leitores.
Muita gente achava que era algo ligado à maquiagem, ou beleza, por eu ser maquiadora, mas não. Era porque tínhamos a intenção de criar algo pra todos.
E foi no ramo da beleza que começamos. Fomos crescendo, e esse ramo já não contemplava nossa realidade, nem a preenchia o vazio que existia em nós. A necessidade de ajudar pessoas e compartilhar experiências nos fez por várias vezes abandonar o blog.
Mas algo ainda crescia, uma vontade de falar de sentimentos, de angústias, de pegar na mão de pessoas que estejam ou estavam passando por algo e dizer que elas não estavam sozinhas nos motivou a começar a escrever sobre experiências.
As crises de ansiedade e pânico nos levaram a perceber que poderíamos confortar pessoas que passam pelo mesmo e juntos sermos mais fortes.
Nessa minha caminhada contra a ansiedade nunca me senti tão amparada e amada como nesse ano de 2017.
Um ano em que as minhas crises se intensificaram e que descobri que minha irmã sofria do mesmo mal.
Irmã essa que tem sido meu alicerce, e eu o dela. E temos tentando sobreviver à esse misto de emoções desencontradas dia após dia.
E dessa luta, surgiu uma frase que ela sempre me diz, exatamente a frase que explica essa fase e que nos motiva a seguir.
E com todas as mudanças decidimos mudar o nome do blog.
Correndo sim o risco de perder toda a identidade visual que já criamos e sustentamos desde 2010, quando foi lançado nosso primeiro post, decidimos que o blog terá um nome, um novo segmento.
Continuaremos a falar de autoestima, comportamento, saúde mental, experiências pessoais, beleza, feminismo, mas de um jeito talvez mais profundo, intenso e pessoal.
Agradecemos a todos que estiveram conosco nesses 7 anos de existência. E aos que ainda estarão nos anos que venham a seguir.
Dentro de poucas semanas, o blog deixa de ser Make We e passa a ser Nós por nós ❤
Somos gratas por tudo que tem acontecido, seja bom ou não, porque nós tornou quem somos hoje. E já não lembramos como éramos porque o que somos é o que sempre quisemos ser. Por enquanto.
A vida é um moinho.
Share
Tweet
Pin
Share
No comments
Essa noite eu a senti perto, senti ela me consumindo, me torturando, trazendo a tona cada angústia, cada trauma.

Essa noite ela veio, da pior e mais triste forma, me trouxe lembranças, me fez sentir a solidão e o fardo que eu carrego ficou cinco vezes mais pesado.

Essa noite ela veio, mas veio acompanhada de tudo aquilo que eu evito, seria melhor ter tomado uma surra do que ter tido a visita dela.

Essa noite ela veio, meu corpo tremia, meu estômago embrulhou, a angústia quase deu um nó na minha garganta e a cada pensamento de que ela estava ali, me fazia sentir ela apertando minha garganta como quem me sufoca e diz pra eu chorar baixinho.

Essa noite ela veio, mesmo não sendo bem vinda. Me torturou a madrugada toda e depois foi embora como se já estivesse satisfeita por ter conseguido o que queria.

Essa noite ela veio, levou tudo de bom embora e me deixou no chão jogada.

  • Joyce de Araújo Netto
Share
Tweet
Pin
Share
No comments


Eu tenho 10 minutos nesse momento.
Tempo que eu queria muito que não me deixasse tão aflita.

Um dia normal, sem grandes coisas pra fazer. Mas cada minuto parece um martelo batendo incessante na minha cabeça. Uma voz sussurra lá longe "você precisa fazer alguma coisa"... Junto com essa voz outra grita "você não consegue", outra ainda mais forte ri num tom mais alto, debochando. Bem distante disso, uma voz suave, baixa e tranquila tenta ganhar força repetindo "respira, você consegue. Acredite!".

Parece coisa de louco não é?
Mas é assim que uma crise de ansiedade começa. Num dia normal ou num dia cheio. Com tarefas ou nada pra fazer.
A ansiedade não faz escolhas.
Ela só chega e senta ao seu lado, te olha nos olhos e faz teu mundo girar até você se sentir nauseado.
Ela vem e tira teu chão, tuas paredes, tua proteção. Sua confiança e credibilidade cai mais que temperatura no pólo norte. Fica mais negativa que minha conta no banco.
Não contente, ela quer testar seus limites.
Ela vai te fazer chorar, rir, implorar, pedir misericórdia, vai te fazer sentir fome, sede, sono, insônia, cansaço tudo ao mesmo tempo. É uma amostra da insanidade.
Você vai mudar de temperatura, de lugar, de humor, em segundos. Você experimentar todas as sensações ao mesmo tempo, e não vai saber o que está sentindo.

E há quem diga que é moda, frescura.
Me responde: quem em sã consciência escolheria estar dentro de um tornado?
Hoje falamos abertamente sobre o assunto. Mas eu me lembro do quão era banalizada a ansiedade quando eu tinha meus 11 anos e comecei a apresentar os sintomas.

Quem escolheria sofrer de um mal que não tem cura, que não tem causa aparente?

Eu tomei decisões pra conseguir conviver com essa doença, faço até um café quando ela chega.
Mas se houvesse uma escolha, sem pensar muito, eu a deixaria e não olhava pra trás.

Share
Tweet
Pin
Share
No comments
Uma vida...
Frustrações e mentiras, meios de se esconder
Tudo isso a fim de tentar SER!
Veste saia e pinta a cara
Vai pra igreja e reza
Pede ao Pai que seja uma fase
Chora e guarda pra si o que preza.
Relaxa, é só uma amiga...
Fica com caras
Inventa amar alguém para não ter que explicar
Mascara o jeito de andar e até falar
Finge ser outra pessoa
Não vamos decepcionar
Olha ao redor e vê o caos
Não dê motivos para desgosto
Seja perfeita e não oposto
Você já tentou e falhou.
Todos estão ocupados,
Se vira sozinha
Chegou o grande dia,
Contar para mundo que ela ama “Maria".
O mundo acaba e o chão se abre,
Olhos tortos e mentes assustadas
Perguntam-se qual o erro ao criá-la
Mas o erro nunca existiu
Olhos fechado para não ver a verdade
O medo a fez fugir da realidade
Levou pra bem longe
Mas hoje ela voltou e recomeçou
Vestiu sua melhor roupa e resolveu assumir
Ela ama “Maria”.

-  Joyce de Araújo Netto


Share
Tweet
Pin
Share
No comments

Essa noite foi difícil.
Ela voltou.
Estava animada, renovada.
Chegou sem avisar. Eu não esperava.
Chegou com perguntas difíceis de responder. Trouxe dúvidas para questões esquecidas.
Colocou os pés pra cima, me pediu pra servi-la, tirou tudo do lugar.
Logo hoje, eu acabei de faxinar.
Foi uma noite longa. E é assim que ela me faz sentir.
Como se fosse uma visita inesperada, de alguém de quem a gente não gosta, daquele tipo que tira a paz.
Ela é exatamente isso.
Eu ouvi canções que ela não gosta. Pensei em coisas legais que ela não aprova.
A deixei sozinha em vários momentos.
Queria que ela visse o quanto não é bem vinda. Mas ela é insistente.
Passou a noite aqui.
Eu não lhe dei colchão ou cobertor.
Não lhe dei sofá nem amor.
O dia amanheceu. E ela está ali...
Me olhando com os olhos de quem diz "você não tem como fugir".
A espreitar uma oportunidade de prolongar sua estadia.
Veio me dizer bom dia.
Eu disse aqui não.
Aqui pra você não tem estadia.
Aqui você não faz morada.
Aqui não é sua casa.
Aqui você não se cria.
Ansiedade, você não é bem vinda.


Share
Tweet
Pin
Share
No comments
Eu já começo esse post falando o que resumiria essa minha indignação do dia: eu detesto o discurso de mulher padrão que tem problema com a sua imagem criando um discurso gordofobico.
Com essa era digital, e todas essas mulheres maravilhosas usando as redes sociais como instrumento de trabalho é muito fácil você rolar o feed do Instagram e se sentir um lixo.
São mulheres que aparentam ser perfeitas, sempre lindas, arrumadas, magras, saudáveis, sem contas atrasadas ... E a gente pode ter a cabeça mais trabalhada, pode fazer terapia há 5 mil anos que uma hora ou outra, a insegurança com seu corpo vai bater, não tem jeito.
O problema é quando a gente passa a admirar tanto essas pessoas, a desejar ser outra, que acabamos esquecendo do quão maravilhosas nós também somos. É um outro problema maior ainda é quando essas mulheres, de corpos normais, magros e padronizados usam suas redes como diário e choram por conta de 1,2 ou de 3kgs que ganharam, aqueles quilos que parecem gramas, que não fez diferença nenhuma naqueles corpos, mas que elas choram, como se fossem obesas mórbidas que perderam seus trabalhos, mobilidade e autoestima.
E por que é um problemão esse discurso? Porque essas mulheres são influenciadoras e deusas para milhares de crianças, adolescentes e adultos.
Um discurso desse tipo, esse sofrer de uma mulher de 50kg por "estar gorda" pode desencadear uma distorção de imagem em pessoas que já são magras e tem essa tendência e insegurança com seus corpos, bem como pode desencadear distúrbios alimentares em quem está acima do peso ou obeso.
Quando se assume esse papel de trabalhar com mídia é preciso um cuidado com as pessoas que estão recebendo aquele conteúdo. Claro, voce não é responsável pela saúde de uma pessoa que nunca sequer viu, mas é responsável por tudo que vc fala, escreve ou posta. E isso deve ser feito com responsabilidade.
Justamente por isso a maioria dos profissionais estudam anos. Pra ter base, conhecimento, experiência em determinados assuntos.
Se você não tem formação não fale sobre o tema. Se você não quer ter o trabalho de se policiar em assuntos que mexem com a vida e a saúde de outras pessoas, com o bem estar e a autoestima delas, não seja essa pessoa.
E você, leitor e seguidor seja mais questionador, busque informação. Não saia fazendo experiência com sua saúde porque viu um Instagram indicar um remédio pra perder o apetite, ou uma dieta nova.
Busque o equilíbrio. Em tudo.
Busque representatividade, busque profissionalismo quando o assunto for a sua alimentação, seu físico e seu emocional.
O equilíbrio é a chave da vida.



Share
Tweet
Pin
Share
No comments
Quando eu comecei a usar a internet para me expressar, para transmitir ideias, dicas e experiências para as pessoas não conhecia outro caminho senão o da beleza.
Dicas de maquiagem, cabelo, moda e afins, eram os assuntos principais do meu primeiro blog. Minha paixão por maquiagem, pelo poder e pela polida que ela nos dá na autoestima foram o meu primeiro passo para transmitir um pouco de conforto às pessoas que tinham problemas com a imagem.
Acredito que essa vontade de fazer as pessoas se sentirem melhores com sua aparência foi o que de fato me incentivou a começar a trabalhar como maquiadora.
E isso tudo, era só pra dizer que eu não imaginava que estaria um dia falando sobre a beleza interior, sobre a beleza de estar bem.
Em uma outra vez, cheguei a comentar o quanto já fiz e já lutei pra sempre estar no padrão, e o quanto isso me fazia infeliz.
É estranho, mas antes, magra, mostrando minha barriga lisa em um jeans 36 aos 17 anos eu não me sentia satisfeita, plena como hoje, aos 29 e sem usar um jeans há pelo menos 2 anos, num manequim 52.
Eu vivia de dietas, remédios, jejuns, contas mirabolantes de calorias. Isso aos 12 anos. E eu não pesava nem 50kg.
Lembro até hoje a primeira vez que me senti gorda. Me pesei perto do meu namorado. Eu estava com 16 anos, 1,65 m a altura que tenho desde os meus 12 anos, 62kg. E tinham mais algumas pessoas com a gente, que se espantaram com meu peso. Fui comparada com ele, que tinha 1,82 e 56kg.
Hoje fico pensando que talvez a preocupação deveria ser inversa. Mas na época foi duro. Eu comecei a me ver gorda.
Muitas vezes me sentia insegura. Sempre escondendo e me apertando com cintas durante o dia, pra quando saísse estivesse mais curvilínea e com tudo no lugar.
Eu era tão boba.
Tão boba que quando pulei do 36 para o 40 quis me esconder. Logo vieram as férias e bum, pulei do 40 para o 44.
Do 44 para o 46 foram semanas apenas.
Depois da gravidez então, me matava pra comer pouco, dar de mamar pra minha filha várias vezes só pra perder os 32kgs da gravidez. Eu queria voltar para o 36.
Tinha uma calça guardada e tentava entrar nela toda semana. Toda semana eu tinha essa frustração.
Eu tomava tudo que diziam que emagrecia. Já sabia de cor os nomes dos remédios pra ansiedade e moderador de apetite.
Mas depois da gravidez não conseguia mais voltar.
Com o tempo o manequim foi aumentando. E os comentários também.
Era difícil encontrar pessoas conhecidas, elas só falavam do quanto eu tinha engordado.
Mas um dia eu me olhei no espelho. Olhei cada pedacinho de mim. E me abracei.
Ouvi em algum lugar dentro de mim que era possível ser gorda e ser feliz.
Deixei de abominar a palavra gorda, e passei a vê-la como só mais uma característica. Foi difícil. Ainda é.
Mas hoje eu consigo me olhar e sorrir. Consigo ouvir sobre meu peso e não desejar a morte.
Consigo sair e viver normalmente, sem me preocupar com o sol na minha perna mostrando a celulite, com a luz do quarto acesa, com o tamanho da roupa que pego numa loja.
As vezes bate uma bad que me faz querer mudar e que tenta me arrastar de volta pra esse passado de angústia e falta de amor. Mas eu não deixo que isso me domine por muito tempo.
Não pense que sou iludida. Não pense que faço apologia à obesidade e que não sei que é uma doença grave, que mata.
Mas o primeiro passo pra uma vida mais leve, mais feliz é com certeza o amor próprio.
A saúde é importante. A sanidade também.
E a beleza está nos olhos de quem vê, de quem sente, de quem saboreia a vida.
Ser bonita é ser livre, é se respeitar, se amar.
Você já experimentou se amar hoje?



Share
Tweet
Pin
Share
No comments


      Vivemos em tempos que o valor de um lacre é maior que a empatia entre as pessoas.
      Uma época em que as mídias sociais, locais de interação e troca de experiências se tornaram campos de divisão.
       Machistas contra feministas, ou como eles chamam, feminazis. Héteros contra homossexuais, conservadores contra radicais ou modernistas, esquerda contra direita, e por aí vai.
       Diante de toda essa pseudo revolução, onde o mais importante é sair por cima, provar por a+b que o outro era errado, temos nos esquecido do quanto o outro, mesmo pensando diferente da gente, merece respeito, e o quanto este tem o direito de se expressar. Mesmo que você julgue ofensivo, errado, de cunho violento. Todo cidadão tem direto a liberdade de expressão.
       Perdemos tanto tempo em discussões sobre quem ou o quê é o melhor, que perdemos a empatia, o tato, a audição.
       Sendo mais clara, nós, que escolhemos passar por um processo de desconstrução, de desapego do modelo de sociedade e cultura que nos foi passado a cada geração, não podemos esquecer que está desconstrução é pessoal. E que, principalmente, não pode ser imposta ao outro.
       Não se sai de um padrão instituindo outro. Não deixamos de ser oprimidos sendo opressores.
       Toda discussão de temas polêmicos, como o feminismo em si, machismo, patriarcado, racismo, homofobia, gordofobia, é valida e necessária. Porém, há formas de se conduzir, de ser didático com o próximo.
      Quando entramos em fóruns com a intenção de ridicularizar o outro, estamos reforçando os esteriótipos dos movimentos.
       Veja bem, você não é obrigado a ensinar ou desenhar nada pra ninguém, mas você pode argumentar de forma que a pessoa se sinta curiosa com a proposta da sua militância, e quem sabe até procure mais informações.
       Lacre não desconstrói esteriótipos, preconceitos, injúrias.
       Temos muito mais a oferecer ao mundo, e às pessoas também.
       Manter a empatia é manter o mínimo de respeito pelo próximo, sem comprometer a nossa sanidade mental.
        Pegar o modelo que julgamos opressor de uma sociedade, impor outro e chamá- lo de desconstrução é mais uma forma mascarada de opressão.



Share
Tweet
Pin
Share
No comments
Uma pausa no tempo, nos assuntos recentes porque hoje quero compartilhar mais uma história pessoal. Mas dessa vez, uma boa história.
Eu sempre tive problemas com ansiedade e pânico. E eu sempre "segurei essa barra" sozinha, me fazendo de forte. Sabia qual seria a reação da família. Seria uma frescura da minha parte, algo que eu inventei.
E dentre essas pessoas, desacreditadas de mim, encontrei apoio em quem eu jamais achei que encontraria.
Minha irmã, tão mais nova que eu, embora madura e responsável, ela não era a mais amável das criaturas.
Mas como ela evoluiu. Deus, como ela mudou. Como seu coração se mostrou infinitamente bondoso e misericordioso até com quem a magoou.
De lá pra cá, nos tornamos tão amigas. Tão cúmplices. Tão ligadas. E finalmente descobri aquela coisa de amor entre irmãos. Não que eu não amasse os outros, mas não há ligação.
Juntas tivemos conversas que ajudaram no processo de desconstrução, de aceitação, de amor próprio uma da outra.
Todos os dias de manhã, ela me manda mensagens motivacionais pra que eu fique bem.
E isso fez uma enorme diferença na minha vida.
Ela me ajudou a me sentir mais segura, menos arrogante, mais confiante sem prepotência.
E hoje é o aniversário dela. E eu não consigo pensar em desejar nada a ela, além de continuar. De seguir esse caminho, de permanecer, de resistir, de viver ao invés de sobreviver. De se encontrar, de ser. De não ser guiada.
E me ocorreu em dividir isso tudo, num blog público, num texto simples e sem muita pretensão que é importante ter alguém.
Ter alguém em quem se possa confiar, em quem se possa estar, em que se possa dividir.
Ter alguém pra só segurar sua mão. Só estar ali, mesmo que não esteja tão perto.
E principalmente, se você lê essas postagens pra tentar lidar com a sua ansiedade, que você entenda que precisa e que pode pedir ajuda. Que você realmente não está sozinho. Não estamos.
E que juntos somos mais fortes.
E pra finalizar, brevemente quero agradecer então pela vida e pela pessoa MARAVILHOSA que você, minha irmã, se tornou.
Felicidades.
Amo você.

Share
Tweet
Pin
Share
No comments




Vire e mexe me pego com esse sentimento.
 Essa coisa que me faz pensar que eu não pertenço a este lugar. Que não pertenço a lugar nenhum na verdade.
 É sempre um desconforto, seguido de uma insegurança, que me levam a questionar o porquê de estar em determinado lugar, com determinada pessoa ou fazendo certa coisa.
 A vida tem pressa de passar, e com ela segue o ânimo e a vontade de viver o novo, desbravar o desconhecido.
 Você vai achar estranho, ou vai se identificar.
 Mas te ocorre que as vezes o mundo tá tão estranho, as pessoas estão tão superficiais e ocas que a gente nem faz mais questão em estar?
 Eu tenho essa sensação o tempo todo.
 A sensação de que pessoalmente as relações não se desenvolvem, não existem.
 A sensação de estar aí de corpo mas minha estar passeando entre as nuvens ou em qualquer outro lugar que não é ali.
 É uma estranheza, eu sei. Mas já se pegou perguntando se talvez em outro lugar você sentiria o que é finalmente estar em casa?
 A nossa geração e as gerações que vieram depois dela perderam a essência. Esqueceram como se faz pra criar laços.
 Não somos descartáveis.
 E não somos daqui.


Share
Tweet
Pin
Share
No comments



Nas últimas semanas muitas coisas tem acontecido e ao mesmo tempo nada acontece.
Na ânsia de atender e corresponder às expectativas, eu fui me afogando em silêncio e omissão.
Dias difíceis. Todos passam por dificuldade.
Isso é besteira, eles dizem.
Você precisa trabalhar, ouvi.
Falta de ocupação, de força de vontade, também gritaram.
Mas só eu sei o quanto é difícil.
O quanto o corpo pesa, a mente cobra e a gente simplesmente vê as horas passarem lentamente, o dia ir é a noite vir. Ao nosso redor, um caos.
A culpa por ter tanto pra fazer e não ter feito nada.
A culpa por querer fazer e não conseguir.
Conviver com altos e baixos, com as emoções cada vez mais afloradas, mais instáveis, mais confusas.
Não conseguir ver o óbvio. Fazer o mínimo.
São tantas frustrações.
Seja mais simpática, comporte- se comunicar uma moça, se dê o respeito, não seja preguiçosa, seu tempo está passando.
Esse dia terrível tá quase no fim.
E amanhã, será que ela vem? 



Share
Tweet
Pin
Share
No comments
Pouco falo sobre racismo, porque ainda é difícil me impor e ser aceita como pessoa negra. De pele mais clara, a famosa nascida branca, que apelidam de parda, mas negra.
E cada vez mais tenho consumido informações a respeito, minha ideia de racismo era superficial.
Sempre acreditei que racismo era aquela piada, brincadeira ou verdade ofensivas. Se não me ofender, não considero racismo. Um pensamento bem egoísta.
Passei a pensar no todo. Em toda história, luta, dor, que os negros sofreram ao longo dos anos. Tudo que foi tirado e que foi imposto apenas pela cor da pele.
E eis que no auge de muitas mudanças de conceito, de pensamento surge Malu.
Uma cantora que eu já tinha aquele pé atrás, mas que mantinha até uma simpatia.
No clipe da música Você não presta vemos uma mulher branca, padrão a frente.
No plano de fundo, dançarinos negros. Sem qualquer interação com a cantora, só ali, dançando e exibindo os corpos, fazendo movimentos que ao meu ver são características das danças dos terreiros, dança essa, também feita pela protagonista.
A letra, a melodia isoladas nada significam.
Mas quando você analisa o vídeo é o áudio juntos tem aquela impressão do bordão de todo racista encubado: "até tenho amigos negros", não convido você porque você não presta, gente que não aprecia a negritude não é bem vindo aqui.
Seria lindo, se não houvesse sinais claros de que os negros ali são adornos.
Como nas cenas em que ela aparece dentro de um baú de caminhão enquanto os negros vão seguindo o carro de bicicleta. Como no momento em que eles aparecem todos atrás de grades. Como no momento onde partes de seus corpos são focalizadas e sensualizadas.
Poderia ser inclusivo, pode não ter sido proposital mas não deixa de ser racista.
E fica aquela sensação de que este vídeo passou por tantas mãos e olhos e mais uma vez o negro é ignorado, ninguém percebeu que a edição, que o roteiro e todo o enredo desse clipe somado à letra da música soaria de péssimo tom.
Mirou na inclusão, na empatia forçada e errou feio.
Malu pode até não ser racista. Pode ter pensado que usar seu privilégio seria bom para a causa negra, mas... 
Não dessa forma.
Não nesse contexto.



Após a polêmica, Mallu se pronunciou. 

"Fico muito triste em saber que o clipe da música ‘Você não presta’ possa ter ofendido alguém. É muito decepcionante para mim que isso tenha acontecido. Gostaria de pedir desculpas a essas pessoas. Meu trabalho e minha mensagem têm sempre finalidade e ideais construtivos, nunca, de maneira nenhuma, destrutivos ou agressivos.
A arte é um território muito aberto e passível de diferentes interpretações e, por mais que tentemos expressar com precisão uma ideia, acontece de alguns significados, às vezes, fugirem do nosso controle.
Sei que o racismo ainda é, infelizmente, um problema estrutural e muito presente. Eu também o vejo, o rejeito e o combato.
Li cada uma das críticas, dos posts e comentários, e o debate me fez refletir muito sobre o tema. Entendo as interpretações que derivaram do clipe, mas gostaria de deixar claro minhas reais intenções.
A ideia era ter um clipe com excelentes dançarinos que despertassem nas pessoas a vontade de dançar, de se expressar. Foram convidados pela produtora e pelo diretor os bailarinos Bruno Cadinha, Aires d´Alva, Filipa Amaro, Xenos Palma, Stella Carvalho e Manuela Cabitango. Com a última, inclusive, tive a alegria de fazer aulas para me preparar para o vídeo.
É realmente uma tristeza enorme ter decepcionado algumas pessoas, mas ao mesmo tempo agradeço a todos por terem se expressado. E reitero o meu pedido de desculpa. É uma oportunidade de aprender.
Espero que, após este esclarecimento, seja aliviado deste espaço de conversa qualquer sentimento de ofensa ou injustiça, ficando os fundamentos nos quais tanto acredito: a dança, a arte e o convite à música.
MALLU"

E o que aprendemos com isso? 
Reconhecer seu erro, saber se desculpar, aprender e não anular a fala do outro, cuidar pra que não aconteça novamente. 
É isso amigos. 
Racismo é crime, e sobretudo coisa de gente pequena e burra. 

"Quem não tem sangue de preto na veia, tem nas mãos. " 



Share
Tweet
Pin
Share
No comments


Eu tenho compartilhado muita coisa, muitos sentimentos, muitos pensamentos aqui e desde então a função do blog mudou pra mim.
Eu comecei como blogueira de beleza, mas lá no fundo, meu feeling era falar de saúde mental, de comportamento.
Eu queria de alguma forma ajudar pessoas que estejam passando pelo mesmo problema. Queria trazer um conforto, como se eu pudesse segurar sua mão e dizer 'você não está sozinho'.
Porém, a grande verdade é que estamos sozinhos.
A depressão, a ansiedade, a síndrome do Pânico entre outras, nos isolam, nos aprisionam.
É difícil todos os dias acordar e na mesma intensidade é difícil dormir.
Abrir os olhos depois de muitas horas em claro, pensando na nossa vontade de realizar coisas e ao mesmo tempo pensar na nossa impotência e fracasso, é uma tarefa dolorosa.
Viver com a ansiedade é viver com incertezas.
Você não sabe o motivo, não sabe a causa, não sabe parar, não sabe evitar. Leva tempo.
Muitos não conseguem esperar esse tempo.
Muitos não aguentam a solidão.
E por isso eu quero dizer a você, que passa por tudo isso que eu entendo sua dor mas não posso imaginá- la. Cada um passa e lida de uma forma.
Talvez você seja mais forte, talvez mais fraco.
Eu quero te contar como me sinto. Quero pegar sua mão.
Eu quero dizer o quanto é difícil começar o dia pensando 'eu só preciso aguentar mais algumas horas'.
Eu quero dizer que fica tudo bem no fim, mas eu não posso. Eu não cheguei no fim.
Eu quero poder vir aqui e contar como foi passar o dia morrendo por dentro mas ter que conversar com a minha filha sobre o dia dela, ter que ouvir meu marido falar do trabalho, ter que fingir todos os dias que tudo está bem, normal, quando por dentro, Ah meu Deus, eu só quero chorar e eu nem sei o porquê.
Então, eu decido falar aqui sobre sentimentos. Esses que eu as vezes ignoro por que não sei lidar, mas que estão ali.
Eu me apavoro de pensar todos os dias no tempo que estou perdendo, na vida que estou deixando de viver. Eu me prometo todos os dias tentar.
Eu tento.
E nem sempre eu consigo.









Share
Tweet
Pin
Share
No comments





É difícil falar sobre si.
Mais difícil é falar a parte ruim da gente. Não se engane. Todos temos algo a melhorar.
Sempre me achei a pessoa mais tranquila pra se relacionar. Não tinha grandes exigências, sempre fui aberta ao diálogo e sempre mantive a ideia de que a base do relacionamento era a cumplicidade e o respeito.
Minha vida amorosa começou cedo. Meu primeiro namorado aos 15 anos, e todas as descobertas com ele. Um namoro longo. Em 4 anos de relacionamento tivemos nossa filha, moramos juntos e aí tudo desabou.
Eu me tornei uma mãe. Esqueci de ser esposa. O meu maior defeito ficou mais aparente: falta de paciência. Eu não queria mais ser casada, não queria ter que dividir a vida com outra pessoa que não fosse minha filha. Terminamos uma relação de 5 anos. Não foi o término mais amigável, mas não foi traumatizante. Conseguíamos conversar sobre o necessário.
Quando nos separamos eu percebi o quanto nossa relação era um tanto abusiva, dependente. Eu era e ainda sou muito autoritária. Sempre achei que a relação tinha que ter uma cabeça, e que seria eu claro.
No período que estivemos separados, tivemos outras experiências, conhecemos outras pessoas.
E aqui começa a história.
Foram meses sozinha, repensando atitudes, curtindo mais a mim mesma. Fui aos poucos me construindo uma pessoa melhor, mais leve.
Até que o conheci.
Eu, considerada fora do padrão, mãe solteira. Conheci por acaso, por um amigo em comum, por uma rede social.
Ele era tudo que eu achava que queria. Inteligente, bonito, estabelecido, engraçado, leve, sem preconceitos.
Nossa amizade virtual foi ficando cada vez mais forte. Ficavamos 24 horas por dia trocando SMS, mensagens no Facebook, marcações, conversávamos horas pelo Skype pra nos vermos.
Isso tudo em 30 dias.
Marcamos de nos vermos e meu medo de encontrar um desconhecido foi superado naquele minuto.
Nosso encontro foi em um supermercado porque eu precisava comprar pilhas.
Foi o abraço mais apertado. Caminhamos por todas as praças ali perto até o primeiro beijo acontecer. E que beijo.
Senti que poderia morrer depois dele.
Foi difícil nos despedir, e foi inevitável não fantasiar sobre aquele encontro a noite toda, a semana toda.
Continuamos conversando pelas redes sociais, nos encontramos novamente, até que num encontro descobri que ele já tinha se relacionado com alguém muito próxima a mim.
Ouvi ele contar o quanto a relação foi problemática, mas existia um brilho no olhar dele quando falava o nome dela. Tudo mudou.
Eu senti inveja, ciúme, percebi que estava gostando demais pra deixar que ela voltasse.
Mas eu só conhecia o lado dele da história.
Cheguei a perguntar pra ela, mas ela não quis falar sobre.
Fiquei mais intrigada e ali comecei a ruir a relação. Ali o pior de mim acordou.
Acabou a confiança, começaram as cobranças e ele me disse algo que me fez surtar. Ele não estava pronto pra uma relação. Ele não queria, mas ia acabar se afastando, me pediu pra não ter esperança. Eu mantive o orgulho, fingi que não estava nem aí, nem interessada numa relação, mas me doía ler nossas mensagens em que ele me descrevia como amiga.
Se passaram dois meses. Mais de um mês sem nos encontrarmos. Eu não ia conseguir olhar nos olhos dele. Eu sentia raiva, ciúme demais e temia não conseguir disfarçar pessoalmente.
Minha mente ficou doente.
Comecei a achar que talvez se eu fosse mais fraca ele teria mais interesse. Eu tinha que perder a pose de autosuficiente.
Comecei a me fazer mais sentimental, mais passional, e ele cedia.
Achei que estava tudo no controle. Mas eu me perdi. Deixou de ser personagem e comecei a pressionar mais, e forçar mais uma relação que não existia, só na minha cabeça.
Ele estava perto, nos encontramos.
Não foi diferente o seu discurso. Ele não tava pronto, não queria que eu sofresse, não queria mais nenhum contato. Nem amizade.
Eu surtei. Eu precisava daquele contato diário, das nossas conversas, das piadas dele. Das nossas músicas.
Ele estragou minhas músicas.
Sumiu.
Me bloqueou nas redes sociais​.
Eu surtei mais uma vez. Precisava conversar, precisava saber da vida dele.
O tempo passou. Outras pessoas vieram, eu cada vez mais controladora abusiva, carente. Mas mais fechada. Eu temia outra pessoa como ele.
Conheci uma pessoa maravilhosa, totalmente diferente. Não era muito inteligente, nem.muito engraçado, nem estável. Era um sonhador.
Mas desta vez eu não estava pronta.
Mas ele não desistiu. Tentou, mesmo com tantas patadas, tantos foras, tantas vezes que fui rude, ele não desistiu. Eu queria, ele merecia, mas eu não conseguia.
Ele estava servindo o exercito, e tinha chegado o momento de ele decidir se voltava pra casa de vez ou se ia para outro estado. Ele me pediu pra pedir pra ficar. Pediu pra eu ser o motivo de ele ficar. Mas eu não estava pronta e deixei talvez a melhor pessoa do mundo ir.
Fiquei sozinha e decidi que esse era meu destino, eu e meus gatos.
Mas ele percebeu que eu estava bem, é que estava superando nossa história.
Eu parei de mandar mensagens, de procurar nas redes sociais, mandar email, ligar pra irmã dele, pedir informações quando descobri que ele tinha outra. Namorada. Assumida pra família, para os amigos. Tudo que eu queria e ele não fez.
Sofri mas superei. Quase enlouqueci, mas me curei.
Nunca mais ouvi Adele. Nunca mais ouvi A banda mais bonita da cidade.
Mas ele me achou no caminho.
E eu pensei que ser amiga era meu lugar, que eu não sentia mais nada.
A gente se encontrou. Conversou.
Na minha cabeça só ecoava "me beija", umas 30x por segundo.
Ele não beijou. Pelo contrário usou esse encontro pra me fazer Judas e falar tudo que ele mais odiava em mim é porque não demos certo.
A crueldade ficou atrelada ao sorriso falso e ao sarcasmo das frases. Ele me viu bem, me viu me afastar e resolveu me dar o golpe de misericórdia.
Sai de lá tentando manter uma firmeza, que eu sustentei com altas doses de grosseria, mas eu estava destruída por dentro.
Não soube dele, nem o procurei por semanas. Até que ele me mandou uma mensagem dizendo.que tudo que ele fazia era pra me manter longe porque eu não merecia sofrer, não merecia alguém como ele.
Ele estava certo. Mas já tinha desgraçado a minha vida em tão pouco tempo.
Eu me tornei ele. Fiz a mesma coisa com cada pessoa que passou na minha vida. Destruiu pessoas equilibradas e pessoas boas. Matei a esperança de cada uma delas.
E num ato de extremo medo, depois de anos sem contato, eu escrevi pra ele. Falei tudo que sentia, num ato desesperado de por um fim naquilo, de me libertar de vez de todo o sentimento ruim de perda, de toda vontade de fazer o mundo pagar por cada momento de dor.
Ele se manteve na posição de superioridade.
E eu descobri que eu não era ruim, não era louca, não era pouco pra ele.
Na verdade eu descobri que eu realmente não merecia alguém como ele.
Descobri que ele não era nem parecido com a imagem.que ele criou pra mim. Era só um personagem.
Eu passei tempo sofrendo por alguem que não existia.
Eu dediquei parte do tempo de três anos pra me vingar de uma pessoa que nunca foi real.
Eu me tornei manipuladora, abusiva, controladora, ciumenta, chantagista, agressiva, egoísta.
Ou será que eu já era? Será que isso tudo já existia em mim e ele foi a chave que libertou meu eu?
Durante anos essas foram as minhas dúvidas, meus fantasmas.
Foi difícil superar. Esquecer não dá.
Mas foi o que me tornou o que sou hoje. E não abro mais mão de mim.

"Não te tornes aquilo quente feriu".



Share
Tweet
Pin
Share
No comments





Talvez...
Talvez eu esteja morta,
Talvez ninguém se importe com isso,
Talvez eu devesse ir embora,
Talvez alguém peça para eu ficar,
Talvez sintam minha falta,
Ou talvez já seja um tanto faz,
Talvez eu esteja me escondendo de Todos,
Talvez, eu me esconda de mim mesmo...
Talvez, meu pior inimigo seja a solidão,
Talvez, seja a multidão.

São tantos “talvez” que talvez eu nem me reconheça mais.











Share
Tweet
Pin
Share
No comments


Nos últimos tempos, porque não lembro exatamente há quanto tempo, temos postados experiencias mais profundas, algumas que fizeram marcas na nossa vida.
Temos postado alguns desabafos e o intuito é sempre compartilhar experiências, nos aproximar, e nos apoiar.
Você não precisa ficar sozinho quando tudo for caos.
Hoje eu tirei o dia pra pensar, pra me reconectar comigo. Tirei o dia pra caminhar, ver os animais, ver muito ver, respirar o ar das trilhas.
Hoje eu fiz uma caminhada de 5km sem reclamar, sem me cansar.
Hoje eu bebi água como se estivesse no deserto. E o gosto era mais fresco que hortelã.
Hoje eu senti o sol queimar minha pele, ganhei aquela marca da camiseta, mas ganhei a cor dos raios dele.
Hoje eu coloquei os pés na água que flui e que corre sabe Deus pra onde.
Hoje eu subi no topo da caravela, sentei nos bancos das praças.
Hoje eu me encontrei comigo.
Eu me achei, e foi bom.
Por algumas horas eu esqueci tudo. Esqueci meus problemas, meus anseios, minhas dúvidas, minhas obrigações.
Hoje foi só eu e o vento, as vezes o sol, as vezes a água.
Eu não podia estar em melhor companhia. Hoje o celular só serviu pra fazer fotos da beleza natural do meu lugar.
Ah e pra chamar o uber.
Hoje foi meu dia.
Hoje foi meu encontro.
Eu me achei em mim.
Ouvi minha voz, meus pensamentos e senti meu perfume se desgrudar da pele e voar com o vento.
Magia.
Hoje foi dia de agradecer por tudo que tenho vivido.
Experiências.
Hoje foi dia de deixar o cabelo solto, o riso frouxo e o vento no rosto.
Hoje foi o dia do meu dia.







Share
Tweet
Pin
Share
No comments

Quantas vezes você se sentiu inferior alguém? Quantas vezes você foi alvo de chacota? Quantas vezes você quis mudar quem era?
As palavras lançadas tem um peso muito grande na mente de quem as recebe, eu já magoei, você já magoou, nós já magoamos muita gente, tem quem diga que não teve intenção, nunca temos, mas isso custa caro para quem escuta, isso fere.
“Não foi nada, é besteira, muito mimimi” – foi o que disseram quando souberam que a colega estava com depressão, logo em seguida assistiram a uma série e postaram textão no Facebook, longe de eu julgar e não há problema nenhum em postar texto em redes sociais, mas tem que ter verdade, de nada adianta ser solidário apenas no Facebook, devemos ser solidários com atitudes no nosso dia-a-dia. As pessoas andam tão egoístas que se fecharam numa bolha e tudo que a ultrapassa não os interessa, olham apenas para seu próprio reflexo, sociedade doentia.
Enquanto eu escrevo eu relembro de momentos da minha adolescência no qual eu já fiz piada de alguém e eu também já fui piada para muitos... “GORDA, BALEIA, SACO DE AREIA” essa simples canção me fez odiar meu corpo por anos, fez eu me esconder atrás de roupas, me fez tomar remédios para emagrecer, entrar em dietas loucas, fez eu “perder” minha autoestima.
Nunca saberemos como o próximo irá reagir com nossa “piadinha”, então antes de falarem pensem bem e se coloquem no lugar de quem irá ouvir, pra você pode ser nada, mas para a outra pessoa pode ser o fim do mundo, somos pessoas diferentes, com jeitos de sentir diferentes, a pessoa não é fraca por que sente muito, por que ficou magoada. Entenda que não é por que você é “forte” e não liga para o que foi dito que todos sejam assim. Ter empatia não custa nada, ser gentil não custa nada. Ninguém perde por ajudar as pessoas, perde quem acha que a única coisa que importa no mundo é seu próprio umbigo.
O egoísmo nos enjaula, faz a gente ser nosso próprio refém.


A todos que estão passando por momentos difíceis e precisam de alguém para conversar pode comentar aqui no blog, ou chamar no inbox da página, estou disposta a ouvir vocês. Nunca se esqueçam de que vocês são incríveis, não importa o que estão passando, nada é para sempre, você é forte e eu acredito em você!

Fiquem com Deus ♥


Share
Tweet
Pin
Share
No comments


Eu não assisto BBB.
E não tem nenhum motivo, nenhum preconceito, nem quero fazer a linha diferentona, cult, ou qualquer coisa do gênero.
Há um ano, ou até mais, decidi que não ia mais ver TV aberta. Não ia mais ver a Globo mais precisamente.
Decidi que não ia ver nada pela visão distorcida e manipulada dessa emissora.
Ler jornais, livros, sites, pesquisar e acompanhar debates me faz pensar mais, me faz ver vários lados de um mesmo assunto. Me faz saber o que acontece ao redor do mundo, sobre qualquer assunto, e ter a minha visão pessoal de tudo.
Mas, eu tenho redes sociais. E durante esses meses fugi do assunto Marcos e Emily, porque achava que não tinha o direito de falar sobre algo que não assisto, que não acompanho.
Primeiro pensei que era a edição.
Depois acompanhei vários canais falando sobre a relação destes dois "personagens".
Uma garota talvez muito infantil, egoísta, com uma arrogância e um ego inflado.
Um homem, maduro, manipulador na espreita, machista, agressivo, escondido, adormecido. 
Várias discussões, várias situações onde a moça está encurralada, e mesmo tentando se impor, os olhos mostram medo.
Ele, sempre abusando do maisnplaiing, intimidando, cercando a garota, e justificando suas atitudes como sendo amor.
Ora.
É amor fazer a pessoa sempre parecer burra, louca, dissimulada? É amor usar informações pessoais para fragilizar?
Não.
Isso é a romantização de uma relação de abuso.
Me choca que em rede nacional isto seja exibido e nada é feito.
A moça mostra marcas de beliscões, marcas de mãos que a seguraram com extrema força. E tudo está sendo justificado com amor.
A mim não interessa que a menina, sim, uma menina de 20 anos, tenha feito isso ou aquilo à mãe, ao namorado, à quem for. Não me interessa como ela decide as coisas da vida dela.
A mim interessa o fato de que uma mulher tem a agressão justificada.
A vítima não tem culpa, e sempre temos que reforçar.
Qualquer atitude ou passado não é motivo pra nenhum tipo de agressão.
Muitas pessoas sofrem e não conseguem se livrar desse tipo de relacionamento. E isso é o começo.
Ele não se intimida com as câmeras. Ele sabe que a sociedade sempre vai dar uma outra oportunidade pra que ele siga sua vida, sua carreira. É o patriarcado. É o machismo dominante.
Ela, pobre menina. Vão cavar sua vida, vão revirar duas gavetas, diários e passados.
Ela sempre vai merecer, ela sempre vai ter se colocado naquela situação, ela vai ser sempre quem o provocou, ela vai ser sempre o porquê, o motivo e a razão de ele se tornar mal, agressor, violento.
E isso nos faz lembrar de uma outra edição do programa.
Ana Paula, louca, mimada, nunca trabalhou, filha de papai, alcoólatra. Deu um tapa em Renan, que não tira nem a poeira da barba. Expulsa. Não admitimos agressão. Acabou o programa pra ela.
Mas, ela é mulher. A desequilibrada.
E Marcos?
Marcos é o reflexo da sociedade que vivemos.
Na frente dos outros somos o casal maravilha, o casal matrimônio tradicional e perfeito. Em casa, dedo na cara, encurralada no canto, grito, intimidação. Depois choro, não sei viver sem você, você me fez fazer isso. Você desperta o pior em mim.
Até quando presenciaremos esse tipo de situação de braços cruzados?
Abram os olhos.
Abram a boca. Denunciem. Falem, exponham.
Sejam fortes. Sejam firmes. Isso não é amor.


 
Share
Tweet
Pin
Share
1 comments

Olá,

Amanhã faz um ano que me batizei, faz um ano que “morri” para o mundo e renasci para a Glória de Deus. Lendo esse texto vocês devem pensar “Nossa, mais uma crente dando testemunho, af” e eu realmente gostaria que você não pensasse assim, leia com atenção, o texto é grande, mas te garanto que vale a pena ler até o final, se quiser ouvir o louvor – Em Teus Braços - Laura Souguellis, enquanto lê fique a vontade.

Como havia dito amanhã (10/04) fará um ano que me batizei, muitos devem ficar felizes por isso, mas eu confesso que não estou nem um pouco feliz ou satisfeita, não com o Pai, mas comigo mesma... No começo tudo é novidade, tudo é maravilhoso, eu chegava e chorava em todos os cultos, louvava, orava e tudo era muito lindo, mas essa euforia foi se esfriando ao longo desse ano, no final do ano passado eu dei um “tempo” em ir pra igreja, comecei a faltar nas reuniões e ensaios, já não queria falar com mais ninguém da igreja, estava decidido eu ia “DESVIAR!”, não dava mais pra mim essa vida de santidade, esse povo me cobrando, problemas em casa, no trabalho, nos estudos, nas finanças, no amor, estava tão desanimada com as coisas que não queria levantar da cama.

Fiquei uns três meses nessa de desviar, nesse meio tempo pequei, cai numa tristeza tremenda, sabe aquela cena típica de filme em que uma moça está sentada no sofá toda desarrumada e comendo horrores, então essa era eu. Mas Deus é maravilhoso e não desiste de seus filhos, teve um dia que eu estava no meu quarto deitada e comecei a procurar um vídeo para assistir, o primeiro vídeo que apareceu foi de uma jovem dando um testemunho, obviamente eu ignorei e procurei outro, mas não achei, então resolvi assistir ao vídeo, super fria e desanimada comecei a ver a moça falar sobre Jesus, seu amor e muitas outras coisas que ele fazia, ela falava sobre intimidade com o Pai também, na metade do vídeo eu comecei a chorar e não era só um simples choro, era aquele que você soluça e não consegue parar, resolvi me ajoelhar e comecei a orar, quer dizer tentei orar porque as lágrimas desciam e me faltavam palavras para falar qualquer coisa com o Pai, a janela do meu quarto estava aberta, senti uma brisa entrar e passar por mim, com essa brisa veio uma sensação inexplicável, meu corpo tremia, meu coração estava em chamas, meu corpo fraquejava, eu estava ali de joelhos, tremendo, chorando, super vulnerável, minha mascara de durona havia caído.

Passei um bom tempo chorando, foi quando ouvi uma voz dizendo “Coloca um louvor”, então coloquei meu louvor preferido, e nem preciso dizer que chorei mais né, não sei quanto tempo passou, mas ouvi a mesma voz dizendo “Dança comigo”, TIPO COMO ASSIM?? Era Jesus, Ele queria dançar comigo, vocês tem noção disso?? Obvio que não recusei e fui dançar com Ele, foi a experiência mais incrível da minha vida, Ele ali de mãos dadas comigo dançando no meu quarto, vocês não tem ideia do quão surreal é isso!!! Depois de ter dançado, orei e pude sentir uma paz enorme, foi maravilhoso...

Bom, o que eu quero dizer contando tudo isso é que o Pai não se esqueceu de você, pode passar o tempo que for se Ele tem um propósito para você Ele vai fazer se cumprir, se Ele te prometeu algo Ele vai te dar, não se afaste do Pai por coisas terrenas, não desista, Ele te chama todos os dias, não deixe seu chamado, Ele te quer assim como está, não importa como você irá chegar, pois Ele te muda, te completa,  purifica teu coração, Ele tira todo o vazio que há em você, cuida de suas feridas, Ele te transforma por meio do AMOR...                        
Por anos procurei a liberdade, pois achava que isso iria preencher o vazio que sentia e hoje eu sei que liberdade que eu tanto queria estava no perdão e no amor do Pai, perdoar e ser perdoado é libertador, amar e ser amado é incrível, então tira o que há de ruim do seu coração, volta para os braços do Pai, Ele te ama e chama todos os dias.




Que a graça de Deus possa te atingir através desse texto, que vocês sejam cheios do Espirito Santo Dele ♥




Share
Tweet
Pin
Share
1 comments
Como falamos de negatividade achei legal trazer este tema, porque complementa e muito o outro.
Quando aprendemos a lidar com nossas frustrações começamos, mesmo que engatinhando, a ser mais gratos pelo que temos, pelo que já conquistamos, pelos livramentos e pela vida. 
Pra que você possa entender, a gratidão nada mais é do que reconhecer o valor das pessoas, das coisas, das conquistas, da vida, dos favores, das oportunidades, enfim, de tudo, seja qual for o campo. 
Quando passamos a notar esse valor, nos deparamos com a satisfação de viver com menos, de viver com o que temos, mas sem perder a qualidade de sonhador. É uma forma de agradecer com o mesmo empenho aquela força que recebemos de pessoas, do universo ou do destino pra quem é de destino.

Viver uma vida de gratidão é o que traz abundância em nossas vidas. Quanto mais formos gratos por todos os presentes grandes e pequenos, mais abundância atraímos para nós.(Portal 2013)





Sou grata pela vida, por tudo que tenho, por tudo que ainda posso conquistar, pela minha família e por vocês.



              E você, pelo que é grato?



Share
Tweet
Pin
Share
No comments
                

O texto de hoje é mais um relato e um desabafo, e sendo tão sincera quanto posso, chega a ser um pedido de ajuda.
Nos últimos tempos tenho tentado resistir e me abster de fofoca, difamação e negatividade. Mas Deus, como é difícil!
Parece que já nascemos com o gene dá fofoca em nosso DNA.
Parece que as conversas perdem a graça, perdem a duração, perdem a necessidade de conversar se não for pra "comentar" a vida alheia.
Isso começou a me sugar de tal maneira que me sentia exausta após uma conversa desse tipo. Meu semblante mudava, minha energia esgotava.
Decidi então me afastar de todas as pessoas, amigos e parentes que me causavam essa reação negativa.
E pasmem, fiquei só.
Todas as conversas em grupos, em todas e mesas, em família, todas, tem aquele momento em que se fala de fulano ou de beltrano...
Será que não existe um meio de sair desse círculo vicioso que é o maldizer?
Vocês passam por isso? Sabem como lidar? Como não ser afetado por esse tipo de pessoa ou de conversa?
Sinceramente hoje eu não tenho nenhum guia, nenhuma ajuda, nenhum truque, nenhuma palavra de conforto e sabedoria.
Hoje eu peço ajuda.
Hoje eu quero fugir de todas essas pessoas que disfarçam a frustração de suas vidas nos comentários maldosos lançados à vida alheia.
Os comentários estão abertos, se tiverem algum conselho.
Hoje não tem frase de efeito pra encerrar o texto.
Um abraço.



Share
Tweet
Pin
Share
4 comments
Newer Posts
Older Posts

AVISO - GATILHOS

Aqui expusemos nossas dores para que você saiba que não está só, esse blog é feito de relatos que podem ser gatilho para algumas pessoas, por isso pedimos que se estiver passando por algum problema, procure ajuda de um profissional.

DESIRRE

32 anos, Ariana, feminista, problematizadora, saúde mental abalada. Apaixonada por maquiagem e mãe de uma garota incrível e de 3 pets mimados. Espírito livre porém nem tanto.

JOY


23 anos, leonina, confeiteira e design gráfico nas horas vagas. Impaciente e gado da minha namorada.

Popular Posts

  • Anas e Mias: Como você se vê?
    O texto de hoje é um alerta, é uma chamada para a vida. É uma chamada única, chega de esperar e de não viver. Não estou aqui pra debater ...
  • Ansiedade
    Um café, um cafuné no gato. Vira pra lá, vira pra cá. O sono nao vem. Uma passada pelas redes sociais, nada. Vídeos, nada. Séries,...

Blog Archive

  • ►  2021 (3)
    • ►  agosto (3)
  • ►  2020 (3)
    • ►  dezembro (2)
    • ►  janeiro (1)
  • ►  2018 (17)
    • ►  dezembro (1)
    • ►  novembro (1)
    • ►  outubro (2)
    • ►  setembro (1)
    • ►  agosto (1)
    • ►  julho (2)
    • ►  junho (1)
    • ►  maio (4)
    • ►  abril (2)
    • ►  fevereiro (1)
    • ►  janeiro (1)
  • ▼  2017 (27)
    • ▼  dezembro (4)
      • Feminismo e Liberdade condicional
      • Liberte seu corpo
      • Pode ser lésbica, mas...
      • Gratidão, mudancas e recomeço
    • ►  novembro (2)
      • Essa noite ela veio
      • Cada volta é um recomeço
    • ►  setembro (4)
      • Ela ama Maria
      • Ela voltou...
      • Distorção de imagem e o Instagram
      • Beleza e Sanidade
    • ►  agosto (2)
      • Militância x lacração: a geração do tombamento
      • Você é importante, você é especial.
    • ►  junho (1)
      • Eu não sou daqui ...
    • ►  maio (4)
      • Quando ela volta?
      • Mallu não convida
      • É só mais um dia
      • A César o que é de César
    • ►  abril (5)
      • Talvez
      • Me encontrar...
      • Gorda baleia, saco de areia...
      • Precisamos falar sobre Big Brother Brasil
      • Vou desviar...
    • ►  março (3)
      • Gratidão!
      • Sugadores de energia
    • ►  fevereiro (2)
  • ►  2016 (5)
    • ►  novembro (3)
    • ►  janeiro (2)
  • ►  2015 (7)
    • ►  dezembro (4)
    • ►  outubro (1)
    • ►  setembro (2)

Created with by ThemeXpose