Precisamos falar sobre Big Brother Brasil
Eu não assisto BBB.
E não tem nenhum motivo, nenhum preconceito, nem quero fazer a linha diferentona, cult, ou qualquer coisa do gênero.
Há um ano, ou até mais, decidi que não ia mais ver TV aberta. Não ia mais ver a Globo mais precisamente.
Decidi que não ia ver nada pela visão distorcida e manipulada dessa emissora.
Ler jornais, livros, sites, pesquisar e acompanhar debates me faz pensar mais, me faz ver vários lados de um mesmo assunto. Me faz saber o que acontece ao redor do mundo, sobre qualquer assunto, e ter a minha visão pessoal de tudo.
Mas, eu tenho redes sociais. E durante esses meses fugi do assunto Marcos e Emily, porque achava que não tinha o direito de falar sobre algo que não assisto, que não acompanho.
Primeiro pensei que era a edição.
Depois acompanhei vários canais falando sobre a relação destes dois "personagens".
Uma garota talvez muito infantil, egoísta, com uma arrogância e um ego inflado.
Um homem, maduro, manipulador na espreita, machista, agressivo, escondido, adormecido.
E não tem nenhum motivo, nenhum preconceito, nem quero fazer a linha diferentona, cult, ou qualquer coisa do gênero.
Há um ano, ou até mais, decidi que não ia mais ver TV aberta. Não ia mais ver a Globo mais precisamente.
Decidi que não ia ver nada pela visão distorcida e manipulada dessa emissora.
Ler jornais, livros, sites, pesquisar e acompanhar debates me faz pensar mais, me faz ver vários lados de um mesmo assunto. Me faz saber o que acontece ao redor do mundo, sobre qualquer assunto, e ter a minha visão pessoal de tudo.
Mas, eu tenho redes sociais. E durante esses meses fugi do assunto Marcos e Emily, porque achava que não tinha o direito de falar sobre algo que não assisto, que não acompanho.
Primeiro pensei que era a edição.
Depois acompanhei vários canais falando sobre a relação destes dois "personagens".
Uma garota talvez muito infantil, egoísta, com uma arrogância e um ego inflado.
Um homem, maduro, manipulador na espreita, machista, agressivo, escondido, adormecido.
Várias discussões, várias situações onde a moça está encurralada, e mesmo tentando se impor, os olhos mostram medo.
Ele, sempre abusando do maisnplaiing, intimidando, cercando a garota, e justificando suas atitudes como sendo amor.
Ora.
É amor fazer a pessoa sempre parecer burra, louca, dissimulada? É amor usar informações pessoais para fragilizar?
Não.
Isso é a romantização de uma relação de abuso.
Me choca que em rede nacional isto seja exibido e nada é feito.
A moça mostra marcas de beliscões, marcas de mãos que a seguraram com extrema força. E tudo está sendo justificado com amor.
A mim não interessa que a menina, sim, uma menina de 20 anos, tenha feito isso ou aquilo à mãe, ao namorado, à quem for. Não me interessa como ela decide as coisas da vida dela.
A mim interessa o fato de que uma mulher tem a agressão justificada.
A vítima não tem culpa, e sempre temos que reforçar.
Qualquer atitude ou passado não é motivo pra nenhum tipo de agressão.
Muitas pessoas sofrem e não conseguem se livrar desse tipo de relacionamento. E isso é o começo.
Ele não se intimida com as câmeras. Ele sabe que a sociedade sempre vai dar uma outra oportunidade pra que ele siga sua vida, sua carreira. É o patriarcado. É o machismo dominante.
Ela, pobre menina. Vão cavar sua vida, vão revirar duas gavetas, diários e passados.
Ela sempre vai merecer, ela sempre vai ter se colocado naquela situação, ela vai ser sempre quem o provocou, ela vai ser sempre o porquê, o motivo e a razão de ele se tornar mal, agressor, violento.
E isso nos faz lembrar de uma outra edição do programa.
Ana Paula, louca, mimada, nunca trabalhou, filha de papai, alcoólatra. Deu um tapa em Renan, que não tira nem a poeira da barba. Expulsa. Não admitimos agressão. Acabou o programa pra ela.
Mas, ela é mulher. A desequilibrada.
E Marcos?
Marcos é o reflexo da sociedade que vivemos.
Na frente dos outros somos o casal maravilha, o casal matrimônio tradicional e perfeito. Em casa, dedo na cara, encurralada no canto, grito, intimidação. Depois choro, não sei viver sem você, você me fez fazer isso. Você desperta o pior em mim.
Até quando presenciaremos esse tipo de situação de braços cruzados?
Abram os olhos.
Abram a boca. Denunciem. Falem, exponham.
Sejam fortes. Sejam firmes. Isso não é amor.
Ele, sempre abusando do maisnplaiing, intimidando, cercando a garota, e justificando suas atitudes como sendo amor.
Ora.
É amor fazer a pessoa sempre parecer burra, louca, dissimulada? É amor usar informações pessoais para fragilizar?
Não.
Isso é a romantização de uma relação de abuso.
Me choca que em rede nacional isto seja exibido e nada é feito.
A moça mostra marcas de beliscões, marcas de mãos que a seguraram com extrema força. E tudo está sendo justificado com amor.
A mim não interessa que a menina, sim, uma menina de 20 anos, tenha feito isso ou aquilo à mãe, ao namorado, à quem for. Não me interessa como ela decide as coisas da vida dela.
A mim interessa o fato de que uma mulher tem a agressão justificada.
A vítima não tem culpa, e sempre temos que reforçar.
Qualquer atitude ou passado não é motivo pra nenhum tipo de agressão.
Muitas pessoas sofrem e não conseguem se livrar desse tipo de relacionamento. E isso é o começo.
Ele não se intimida com as câmeras. Ele sabe que a sociedade sempre vai dar uma outra oportunidade pra que ele siga sua vida, sua carreira. É o patriarcado. É o machismo dominante.
Ela, pobre menina. Vão cavar sua vida, vão revirar duas gavetas, diários e passados.
Ela sempre vai merecer, ela sempre vai ter se colocado naquela situação, ela vai ser sempre quem o provocou, ela vai ser sempre o porquê, o motivo e a razão de ele se tornar mal, agressor, violento.
E isso nos faz lembrar de uma outra edição do programa.
Ana Paula, louca, mimada, nunca trabalhou, filha de papai, alcoólatra. Deu um tapa em Renan, que não tira nem a poeira da barba. Expulsa. Não admitimos agressão. Acabou o programa pra ela.
Mas, ela é mulher. A desequilibrada.
E Marcos?
Marcos é o reflexo da sociedade que vivemos.
Na frente dos outros somos o casal maravilha, o casal matrimônio tradicional e perfeito. Em casa, dedo na cara, encurralada no canto, grito, intimidação. Depois choro, não sei viver sem você, você me fez fazer isso. Você desperta o pior em mim.
Até quando presenciaremos esse tipo de situação de braços cruzados?
Abram os olhos.
Abram a boca. Denunciem. Falem, exponham.
Sejam fortes. Sejam firmes. Isso não é amor.


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