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Um diário compartilhado entre duas irmãs




É horrível a sensação de estar morta mesmo em vida.
É horrível se torturar lembrando de cada palavra dita e cada ação tomada.
É horrível se sentir culpado por coisas que você nem fez.
É horrível não se sentir suficiente pra nada nem ninguém.
É horrível querer gritar e continuar calada, pois já não tem mais voz.
É horrível querer chorar e lhe faltar lágrimas pra isso.
É horrível estar rodeada de pessoas e sentir sozinha.
É horrível querer fazer diferente, mas estar cansada demais pra isso.
É horrível dormir e não conseguir descansar.
É horrível querer sumir, mas pensar em todos que estão a sua volta.
É horrível sentir um vazio e nada preencher ele.
É horrível não conseguir se amar e se sentir insegura o tempo todo.
É horrível sentir medo de tudo e todos.
É horrível não conseguir sentir prazer nas coisas que gostava de fazer antes.
É horrível estar na minha pele, mas não conseguir ser protagonista da minha vida.
É horrível ver as pessoas ao seu redor e não conseguir pedir ajuda.
É horrível querer viver e continuar morta.

Joyce Netto.
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Mais um embuste sendo exposto, me tirando da inércia.
E qual seria a novidade da vez?
Homens que não respeitam e não entendem quando uma mulher diz não?
Tá, mesmo não sendo novidade vamos falar sobre sexo CONSENSUAL. Isso, em caps que é pra dar ênfase.
Pra resumir, o dito grava um vídeo com os amigos (entra aqui o ditado da vó de que me diga com quem andas e te direi quem és), contando uma situação íntima com uma ex namorada. Eles estavam em uma chácara, ela bebeu, ficou cansada e quis dormir. Ele estava agitado e excitado, e decidiu que ia tentar tirar a roupa da garota, mesmo após ela ter enfatizado que não ia rolar ( o embuste mesmo deixa isso claríssimo no vídeo), e penetra a garota enquanto ela dormia.
Vamos explicar pra quem não entende o quanto isso é errado, e alguns porquês.
Primeiro a garota está cansada, bêbada, dormindo, ela deixou claro que não estava a fim. Não é não.
Segundo a existência de um relacionamento não obriga nenhuma mulher de ceder a insistência ou às investidas insistentes de seu parceiro. Ceder por cansaço, se sentir desconfortável durante a prática e querer parar é um direito de toda mulher e deve ser respeitado.
Ceder por tesão mas perder a vontade durante, ou não se sentir bem, e querer parar também é direito seu.
Ceder por obrigação, por ter compromisso afetivo mas sem nenhuma vontade caracteriza abuso.
Insistir, tentar incansavelmente, mesmo a pessoa dizendo não, e forçar a barra é abuso.
Fazer sexo por penetração ou oral sem consentimento é estupro. Isso mesmo estupro.
Não importa se existe um relacionamento entre as partes, não importa se no começo houve um sim, não importa se foi a iniciativa dela, não importa se ela não foi mais agressiva ou efetiva em tentar sair daquela situação. A partir do NAO fica caracterizado abuso ou estupro.
Explicado isso, vamos falar sobre a naturalização do abuso e da cultura do estupro.
Há muito tempo atrás nós mulheres fomos doutrinadas a servir. Seja em casa, no trabalho ou em qualquer relação, sempre fomos ensinadas a agradar, a não ser muito difícil, fomos ensinadas a tolerar esse tipo de situação calada.
Eu mesmo já passei por isso. Já fui acordada várias vezes sendo tocada por um companheiro, algumas vezes só acordei na penetração. Algumas vezes me sentia desconfortável mas acabava fazendo. Um dia não me senti confortável e me neguei. E não houve insistência. Não houve mais essa abordagem. Mas essa não é a realidade da maioria das mulheres, que sofrem a pressão de terem relações pra "preservar a fidelidade" de seus companheiros.
E isso é tão errado, mas durante gerações era ensinado de mãe pra filha como forma de manter seus casamentos.
Temos que aprender a tomar posse de nossos corpos, nos entregar quando for de vontade mútua, aprender a não nos colocarmos em situações de riscos, aprender a nós defender e não nos sujeitarmos a esse tipo de relação.
Voltando ao vídeo, pior que ele só a explicação do dito, alegando que exagerou e que inventou a tal situação. É isso torna ainda pior.
O homem está tão acostumado com o fato de ser dominante que ridícularizar e inventar coisas sobre a intimidade de uma mulher pra ele nada mais é que piada, brincadeira entre amigos.
E com toda essa situação ainda levantam questionamentos sobre a moça que sofreu o abuso.
Somos pessoas diferentes e reagimos de formas diferentes. Algumas nesse tipo de situação ficam sem reação. Não julguem, não questionem a vítima.
Sejam donas de seus corpos e de suas mentes. Uma relação deve ter o respeito como base, a confiança. Não se entreguem nem se submetam a tipos como esse.
Empoderem- se, cuidem- se, protejam- se. Por que no fim, somos só nós por nós mesmas.
Lutem pela justiça e pela liberdade de ser mulher.

Obs.: O vídeo já foi retirado do canal, mas está disponível em páginas no facenFac, como a Quebrando o Tabu, caso queiram e tenham estômago. 

ESTE POST NÃO TERÁ IMAGEM PORQUE NÃO COMPACTUAMOS COM ESTUPRO E NÃO REPRODUZIREMOS A IMAGEM DE ESTUPRADORES. NÃO FOMENTAREMOS ESSA POLEMICA PARA PROMOVER ESSE TIPO DE PESSOA. 

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AVISO - GATILHOS

Aqui expusemos nossas dores para que você saiba que não está só, esse blog é feito de relatos que podem ser gatilho para algumas pessoas, por isso pedimos que se estiver passando por algum problema, procure ajuda de um profissional.

DESIRRE

32 anos, Ariana, feminista, problematizadora, saúde mental abalada. Apaixonada por maquiagem e mãe de uma garota incrível e de 3 pets mimados. Espírito livre porém nem tanto.

JOY


23 anos, leonina, confeiteira e design gráfico nas horas vagas. Impaciente e gado da minha namorada.

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