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nós por nós

Um diário compartilhado entre duas irmãs


Eu queria dizer que quando olho nos seus olhos sinto meu coração bater mais forte e meu corpo se aquecer como num primeiro dia de verão.
Eu queria te dizer que quando você se aproxima o mundo todo ao redor pára, sem cor, desfocado, lento.
Eu queria te dizer que cada vez que você passa nossa música toca, e acontece alguma mágica que me faz sorrir feito boba e sem parar.
Eu queria te dizer que quando ouço sua voz é como se os anjos falassem, como se algo em mim se curasse e a dor cessase.
Eu queria te dizer que quando você me toca, o mais simples que seja, um aperto de mão, eu sinto como se o mundo entrasse em colapso, o chão se abrisse, e eu desabasse.
Eu queria te dizer tudo que não disse.
Eu queria ter a chance de te mostrar o efeito que você causa em mim. Quando perco a fala, perco os sentidos, esqueço até meu nome.
Eu queria te dizer que eu sentia, de verdade, mesmo não conseguindo por em palavras, que eu e você só teríamos sentido juntos.
Eu queria ter lutado por isso.
Eu queria ter tido coragem de segurar sua mão e não te deixar ir.
Eu queria impedir que você sofresse. Ou que doesse. Eu queria.
Eu queria você, do seu jeito, no seu tempo, com todos os seus trejeitos e defeitos, com todas as suas manias e esquisitices.
Eu queria que tivesse ficado, mesmo quando eu pedi pra você ir.
Eu queria que você quisesse. Mas que dissesse, porque eu não sabia dizer.
Eu queria você como ninguém jamais quis outra pessoa.
Eu queria não ter perdido, por esse medo e esse orgulho em não dizer 'fica'.
Eu queria ter escrito uma canção de amor, ou um poema sobre você, quando ainda eramos nós.
Eu queria não querer mais, não desejar mais, não buscar mais, quando tudo que eu precisava já estava aqui.
Eu queria me desculpar por ser egoísta, por te amar pela metade, você não merecia.
Eu queria ter te respondido, correspondido.
Eu queria ter sido pra você tudo que foi pra mim.
E hoje, quando nada mais pode ser dito, sentido, lido, vivido eu sinto a dor de não ter sido. A dor de não ter dito. A dor de não ter vivido. E talvez mais cruel ainda seja a dor de nunca ter sentido.


-Desirre
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"Eu ainda lembro de nós.
Ainda lembro do que sentia ao te buscar no trabalho, aquele nervoso gostoso só pra ver sua reação ao ver a rosa na minha mão e o sorriso no meu rosto.
Ainda lembro do toque da sua mão na minha e a preocupação que eu tinha em ficar mais focado no seu toque do que na rua enquanto dirigia. Lembro também do seu olhar que penetrava a minha alma por saber que você estava ali ao soltar aquele sorriso no canto da boca que me dizia o quanto estava louca pra me dar um abraço apertado e aquele beijo molhado que só você sabia me dar.
Pior que eu ainda lembro de todas as musicas que ouvíamos, de todos os lugares que fomos, de todas as conversas, todos os planos, de todo o amor que eu tinha por você e toda a dor que foi te ver partindo sem sequer pensar em tudo que vivemos. Lembro quando me deixou, sem olhar pra trás e lembro quando pediu para nunca mais falar sobre o passado, sobre o que vivemos, o que sentimos e o que nos prometemos. Lembro quando fez por outro aquilo que eu quis fazer por você, quando recebeu de outro o que eu te prometi dar e lembro quando procurou em outro abraço a segurança eu não te dei, o amor que eu não te dei, os beijos que não te dei.
Talvez eu só tenha sido um momento, uma prova de que sim, o amor se engana e que muitas vezes nos vemos com peneiras enquanto o amor se desfaz em pó e vemos ele passar entre nossos dedos e não podemos fazer nada.”
                                                        -CB

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Aqui expusemos nossas dores para que você saiba que não está só, esse blog é feito de relatos que podem ser gatilho para algumas pessoas, por isso pedimos que se estiver passando por algum problema, procure ajuda de um profissional.

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32 anos, Ariana, feminista, problematizadora, saúde mental abalada. Apaixonada por maquiagem e mãe de uma garota incrível e de 3 pets mimados. Espírito livre porém nem tanto.

JOY


23 anos, leonina, confeiteira e design gráfico nas horas vagas. Impaciente e gado da minha namorada.

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