Anas e Mias: Como você se vê?

by - segunda-feira, outubro 19, 2015

O texto de hoje é um alerta, é uma chamada para a vida. É uma chamada única, chega de esperar e de não viver.
Não estou aqui pra debater de saúde, acho que isso é particular de cada um. Saúde não engloba só o peso e a alimentação. Bem estar, felicidade, amor próprio também fazem parte, lembrem- se do mantra Mente são, corpo são...
O que eu gostaria hoje é chamar a atenção de vocês para algo que nós gordinhas vivenciamos todos os dias: a espera do corpo padrão mídia.
Não adianta dizermos que não, eu mesma tenho meus dias ruins em que me olho no espelho ou no vidro de alguma loja e tenho vontade de chorar, olho fotos antigas onde com 06 meses de gravidez eu não pesava nem 68 kg.
Mas eu tenho meus dias de amor incondicional por mim, me arrumo, me sinto linda mesmo usando manequim 48.
E minha irmã, me mostrou um texto que me chamou atenção do quanto nós perdemos tempo esperando para viver uma vida que talvez nunca chegue, a tão esperada magreza.
É difícil falar de aceitação, é difícil se amar quando você é apontada ou é ponto de referencia do tipo "fica ali onde tá aquela gordinha de azul", é difícil quando você vai comer e todos ficam olhando a quantidade, é difícil quando você quer uma roupa mais modinha e não tem seu tamanho.
Eu sou a favor de que todos tem que ser felizes, se você não é feliz gorda emagreça. Vai ser uma luta, mas tenho certeza que você conseguirá a vitória. Mas se o seu peso não te incomoda, porque mudar pelos outros?
Já vi muita gente padecer e ser mais triste e infeliz mesmo quando alcançou a tão sonhada magreza, e a felicidade não chegou com ela. Eu já fui bulímica, comia até estourar e depois vomitava. Foi difícil mas consegui parar.

Leia o texto, e reflita. Mas leia mesmo, isso pode mudar o que você vai ver no espelho nos próximos dias:

Ela é linda. Tem olhos grandes e expressivos, sorriso brilhante e belos quadris. Interessante, tem papo agradável e outras mil e uma qualidades. Mas quando sobe na balança e o ponteiro passa do que a sociedade julga aceitável, tudo o que ela tem de bom cai no mar do esquecimento e o foco passa a ser os quilinhos que ela “precisa” perder.
Ela disse que ainda não fez aquela lindíssima tatuagem na costela porque antes precisa ficar magra. Afinal, absolutamente nada fica bonito ou sexy em gente gorda.
Ela mora junto e tem o sonho de se casar na igreja (é, naquela cerimônia besta em que você se veste de branco, diz sim e depois te jogam arroz), mas adiou o antigo sonho porque não quer entrar na igreja “como um colchão amarrado pelo meio”.
Ela precisa estar magra para viver um dia de fato feliz. Ela queria a lingerie nova que viu na vitrine, mas não – o marido não vai me achar bonita vestida naquilo. Aliás, eu sou gordinha, então não posso ser bonita.
E deixa eu contar a maior verdade pra vocês: ela é linda mesmo. Ela não percebe os olhares quando ela passa, porque está ocupada olhando-se no reflexo da porta de vidro e encontrando defeitos sem importância. Ela não se deu conta que aquela amiga magrelinha que vive contando vantagem é louca pelas coxas dela. Ela não se deu conta de quanta vida está perdendo pelo simples fato de não ser magra.
Aqueles vinte inofensivos quilinhos a separaram da sonhada tatuagem e da cerimônia de casamento. Do cupcake no último aniversário. Do churrasco em família, da praia de domingo, da sessão de fotos sensuais. Os dias dela estão ocupados com inibidores de apetite, aulas de aeróbica e duras sessões de autodepreciação em frente ao espelho.
Eu juro que não há (absolutamente) nenhum problema em querer estar bonita – chega de hipocrisia, todos nós queremos. Não há nada de errado em ir à academia ou em estar insatisfeita com o que quer que seja no seu corpo. Mas há algo de muito errado em condicionar a isso a sua felicidade. Em guardar a vida para “quando você for magra”. Você tem que ser feliz agora  – sorrindo abertamente enquanto resolve os seus problemas com a aparência, se é que eles existem.

Se cuida – você pode até ficar magra se achar que vai ser mais feliz assim. Mas não espera não: se ama agora.



*** Texto Retirado do blog Entenda os homens , escrito por Nathalí Macedo.

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