Uma breve pausa no nosso conteúdo dramático e "badlistico" pra contar um pouco do rolê que fizemos ontem, e da importância do suporte emocional, da construção de nós entre outras coisas que eu espero conseguir colocar nesse post sem ser redundante e simplista demais.
A convite da minha irmã, que vocês já conhecem, Joyce, eu e minha filha fomos com ela ver a exposição do Castelo Rá Tim bum, um programa infantil que eu tenho certeza que não preciso descrever, só ressaltar que foi um dos programas mais maravilhosos de toda a minha infância.
Preciso contar que quando ela me chamou, tive algumas crises de ansiedade, fiquei os dois dias anteriores da data sem dormir, comi mais que o normal, planejei mil vezes na cabeça como adiar e como antecipar aquele passeio, coisas da auto sabotagem.
Mas no fim, chegamos lá, tudo deu certo é a experiência foi riquíssima.
Era uma semana em que eu não estava bem. Embora eu tenha o dom de mostrar aos outros uma felicidade surreal.
Mas quando estávamos atravessando um corredor do shopping onde fica a exposição, eu pude ver a porta, uma réplica exata do programa, e naquele mesmo momento um misto de sensações começaram a me rodear.
Lembranças de falas e episódios aleatórios, das mensagens de cada programa, das coisas que aprendi com as perguntas do Zequinha, da representatividade que era ter uma personagem como a Biba, mulher, negra, de cabelo natural. Da representatividade do Nino, que apesar da idade de 300 anos se sentia jovem, uma criança. Da representatividade do Bongo com duas tranças nagô, sua pele retinta e seu swingue. Da representatividade da cultura folclórica nas histórias da Caipora.
Da importância da boa alimentação, dos hábitos de higiene, do respeito de gênero, do amor ao próximo, da ajuda e do cuidado geral. Enfim, eu gastaria uma vida ressaltando o quanto esse programa era maravilhoso em todos aspectos, principalmente para crianças em formação.
Não esquecendo apenas de ressaltar como ensinar as crianças a se protegerem, a se manterem seguras e sempre buscar auxílio do adulto responsável, a ter esse suporte, pra escapar do Dr Abobrinha.
Enfim, isso tudo voltou tão forte na minha memória em segundos enquanto eu caminhava até a porta.
Éramos ali 3 gerações, com intervalos de 9/ 10 anos. Eu, 30 anos, Joyce 21, e Madu com seus 10.
Posso garantir que eu era a criança naquele momento.
E por que falar sobre isso?
Vivemos uma realidade cada vez mais tecnológica, imediatista. A tv e a internet estão cada vez mais focadas no entretenimento, mas nossas crianças são esquecidas.
A qualidade dos conteúdos destinados a esse público tem caído demais. É a era da audiência e da economia. Poucos são os programas que se preocupam em ter algo relevante para as crianças.
E tudo isso me fez refletir sobre o que minha filha assiste, que tipo de conteúdo ela acessa, lê ou baixa.
Nós, pais, precisamos acompanhar o que também esse lado da vida dos nossos filhos, incentivar o uso de multiplataformas que tragam entretenimento responsável e adequado. Que divirta sim, mas que não confunda, não incite nenhum tipo de violência, que traga conforto, que traga também reflexão e que desperte o bom senso e questionamentos nas nossas crianças, pois essa é a maneira de fixar o aprendizado, e tudo isso pode ser um grande aliado no processo de educação e também de alfabetização, de relacionamento interpessoal, de convívio em sociedade, para que eles possam ser pessoas críticas e com vontade de serem melhores e mais evoluídos sempre.
A convite da minha irmã, que vocês já conhecem, Joyce, eu e minha filha fomos com ela ver a exposição do Castelo Rá Tim bum, um programa infantil que eu tenho certeza que não preciso descrever, só ressaltar que foi um dos programas mais maravilhosos de toda a minha infância.
Preciso contar que quando ela me chamou, tive algumas crises de ansiedade, fiquei os dois dias anteriores da data sem dormir, comi mais que o normal, planejei mil vezes na cabeça como adiar e como antecipar aquele passeio, coisas da auto sabotagem.
Mas no fim, chegamos lá, tudo deu certo é a experiência foi riquíssima.
Era uma semana em que eu não estava bem. Embora eu tenha o dom de mostrar aos outros uma felicidade surreal.
Mas quando estávamos atravessando um corredor do shopping onde fica a exposição, eu pude ver a porta, uma réplica exata do programa, e naquele mesmo momento um misto de sensações começaram a me rodear.
Lembranças de falas e episódios aleatórios, das mensagens de cada programa, das coisas que aprendi com as perguntas do Zequinha, da representatividade que era ter uma personagem como a Biba, mulher, negra, de cabelo natural. Da representatividade do Nino, que apesar da idade de 300 anos se sentia jovem, uma criança. Da representatividade do Bongo com duas tranças nagô, sua pele retinta e seu swingue. Da representatividade da cultura folclórica nas histórias da Caipora.
Da importância da boa alimentação, dos hábitos de higiene, do respeito de gênero, do amor ao próximo, da ajuda e do cuidado geral. Enfim, eu gastaria uma vida ressaltando o quanto esse programa era maravilhoso em todos aspectos, principalmente para crianças em formação.
Não esquecendo apenas de ressaltar como ensinar as crianças a se protegerem, a se manterem seguras e sempre buscar auxílio do adulto responsável, a ter esse suporte, pra escapar do Dr Abobrinha.
Enfim, isso tudo voltou tão forte na minha memória em segundos enquanto eu caminhava até a porta.
Éramos ali 3 gerações, com intervalos de 9/ 10 anos. Eu, 30 anos, Joyce 21, e Madu com seus 10.
Posso garantir que eu era a criança naquele momento.
E por que falar sobre isso?
Vivemos uma realidade cada vez mais tecnológica, imediatista. A tv e a internet estão cada vez mais focadas no entretenimento, mas nossas crianças são esquecidas.
A qualidade dos conteúdos destinados a esse público tem caído demais. É a era da audiência e da economia. Poucos são os programas que se preocupam em ter algo relevante para as crianças.
E tudo isso me fez refletir sobre o que minha filha assiste, que tipo de conteúdo ela acessa, lê ou baixa.
Nós, pais, precisamos acompanhar o que também esse lado da vida dos nossos filhos, incentivar o uso de multiplataformas que tragam entretenimento responsável e adequado. Que divirta sim, mas que não confunda, não incite nenhum tipo de violência, que traga conforto, que traga também reflexão e que desperte o bom senso e questionamentos nas nossas crianças, pois essa é a maneira de fixar o aprendizado, e tudo isso pode ser um grande aliado no processo de educação e também de alfabetização, de relacionamento interpessoal, de convívio em sociedade, para que eles possam ser pessoas críticas e com vontade de serem melhores e mais evoluídos sempre.
Além da instrução educacional, uma das coisas mais maravilhosas que tinhambnos personagens era o suporte emocional.
No incentivo à leitura, literatura brasileira com o gato pintado e sua biblioteca maravilhosa. Da importância das descobertas físicas, anatômicas, etc do Tíbio e do Perônio. Da sapiência e da paternidade do Dr Vitor. Do lúdico e do encantado da Morgana. Da criatividade e do respeito às diferenças, da convivência com outras culturas, nos episódios do Etevaldo e da Menina Azul. Eles eram amigos, tinham atritos, mas a conversa, a verdade, o afeto eram a base. O sempre ter com quem contar, o respeito e a pluralidade de cada personagem a cada episódio traziam valores e princípios básicos da família, sem discriminação, sem conservadorismo.
Um programa infantil, sócio educativo, mas muito político, que debatia de forma quase imperceptível temas como racismo, morte, preconceito, economia, História, noções de geografia, arte, cultura.
Eu poderia passar décadas elogiando, falando de como um programa de tv foi fundamental na minha construção como pessoa, e tenho certeza que assim também foi para mais um milheiro de pessoas.
Enfim, se tiverem a oportunidade, visitem. Vale a pena relembrar, ver e estar com todos aqueles que fizeram parte da época mais saudável da minha vida, a infância.
A exposição está no Shopping Iguatemi em Campinas até 10 de junho.
Tô postando muito no Instagram, entaoe segue lá se quiser ver todas as fotos do rolê do século.
E você, também foi marcado por algum programa de tv, ou qualquer outra forma de entretenimento? Deixa aqui nos comentários e divide sua experiência com a gente.
Se quiserem ver mais fotos de detalhes da exposição, visitem meu Instagram @eudesirre.
Essa experiência vai render uma outra postagem, sobre suporte. Então, até lá!



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